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É o conjunto de músicas próprias utilizadas em rituais umbandistas. Serve para os mais diversos fins, por exemplo, receber uma visita, homenagear uma entidade etc.
Os pontos cantados na Umbanda são as preces e as invocações das falanges, chamando-as ao convívio das suas reuniões que, no momento, se iniciam.
Todas as religiões têm os seus cânticos. Assim, a Umbanda usa os seus pontos cantados, dos quais, entretanto não se deve abusar, pois eles representam as forças falangistas que se aproximam dos terreiros ou centros, para os trabalhos, sejam de magia, de descarrego ou de desenvolvimento de médiuns.
Para entoar as melodias dos pontos cantados, são formadas as curimbas nos terreiros de Umbanda. A curimba geralmente é composta de: Ogans Curimbeiros (somente canto), Ogans Atabaqueiros (somente percussão) e Ogans Curimbeiros e Atabaqueiros (canta e toca percussão).
A curimba de um terreiro exerce uma função de suma importância e, em razão disso, deve desenvolver um trabalho altamente sério e bem intencionado, pois todo o andamento dos trabalhos (gira), é ligado diretamente a curimba.
Vale também lembrar, que a palavra “Ogan”, é de origem Yorubá, que significa em nossa língua “Senhor da minha casa”. Portanto, a curimba deve ser encarada como uma função de grande honra e importância, para quem dela participa diretamente.
A curimba é responsável pela preparação do ambiente, tornando-o propício e harmonizado com o plano espiritual.
Devemos tocar os instrumentos ritualísticos e não bater de forma desordenada. Deve existir uma harmonia, uma simetria, uma afinação entre os instrumentos de couro, os instrumentos de metal e a voz humana, dentro da curimba.Os instrumentos devem ser afinados conforme as condições de tempo (temperatura) e espaço físico.
Os instrumentos mais comuns dentro do ritual umbandista são os atabaques, em conjunto de três, agogô, afoxé, pandeiro, maracas, triângulo, ganzá, adjá e o berimbau.
As palmas, também estão incorporadas nos rituais umbandistas, pois também é uma forma de comunicação com o plano astral, pois através delas, podemos expressar nossas emoções e a satisfação em ver uma entidade espiritual em terra.
Os pontos cantados são divididos conforme suas características, pois cada tipo de ponto serve para um determinado fim.
HINOS – São entoados em cerimônias especiais, tais como a comemoração de fundação de um terreiro, formaturas de sacerdotes, apresentações públicas, e em reuniões onde se encontram várias personalidades civis da Umbanda.
ABERTURA – São entoados para dar início aos trabalhos espirituais, sejam eles de qualquer natureza.
ENCERRAMENTO – São utilizados par encerrar os trabalhos espirituais, sejam eles de qualquer natureza.
BATER CABEÇA – Utilizados pelo corpo mediúnico em geral, para fazerem suas saudações aos guias, protetores e orixás, diante do congá.
DEFUMAÇÃO – Cantados quando é efetuada a queima das ervas aromáticas, durante o ritual de defumação.
CHAMADA – Pontos utilizados para chamar as entidades espirituais, no local onde estão sendo realizados os trabalhos.
SUBIDA – São entoados no momento em que, as entidades que estão em terra, estão se preparando para fazerem o retorno ao plano espiritual.
DESCARREGO – São cantados para firmar as linhas que irão trabalhar no descarrego, e também, para firmar as falanges que vão atuar na cobertura.
VISITA – São apropriados para receber, saudar e despedir-se de um visitante, ou para entrar e sair de um terreiro visitado.
SAUDAÇÕES – São melodias usadas para homenagear autoridades, presentes no terreiro, ou em apresentações públicas.
POVOS – São utilizados para exaltar os povos (Baianos, Ciganos, Marinheiros, Boiadeiros, Povo da Água e etc.). São pontos secundários (cruzados) e exclusivos a estas entidades, onde através dos mesmos, fazemos nossas saudações e agradecimentos. Não existe ponto primitivo para os povos, pois todas essas entidades espirituais, obedecem ao comando de um determinado Orixá.
PRIMITIVOS – São pontos que citam especificamente um Orixá. Nesses pontos entram somente, o nome do Orixá, armas, adereços costumes e etc. Não entram nomes de caboclos ou entidades espirituais que trabalham nas respectivas linhas dos Orixás, nem o nome de um outro Orixá.
Quando os pontos primitivos são utilizados?
1. Homenagem ao Orixá;
2. Obrigações;
3. Quando não se sabe o nome de uma entidade que trabalha na vibração de um determinado Orixá.
CRUZADOS - São os pontos que citam mais de um Orixá, ou entidades espirituais que trabalham na vibração desse Orixá. Nestes pontos é comum o cruzamento do Orixá e tudo que diz respeito a ele e aos guias de sua falange.
Quando os pontos cruzados são utilizados?
1. Para especificar o nome de uma ou mais entidades;
2. Para especificar o nome do Orixá e seus guias;
3. Para chamada especifica de uma entidade;
4. Na necessidade de se cruzarem duas ou mais vibrações.